Série Mulheres Árabes | # 4 Rana Dajani

Rana Dajani.
Rana Dajani.

Rana Dajani é PhD em Biologia Molecular pela University of Iowa (EUA); professora associada e ex-diretora do Centro de Estudos da Hashemite University, na Jordânia; ex-professora visitante no Yale Stem Cell Center.

Sua pesquisa se concentra no estudo de associação genômica ampla, no que concerne à diabetes e câncer em populações étnicas na Jordânia.

Dajani é consultora para o Conselho Superior de Ciência e Tecnologia na Jordânia. Ela tem escrito na Science e Nature sobre ciência e mulheres no mundo árabe. Ela também faz parte do Grupo Consultivo de Mulheres da Sociedade Civil da ONU, na Jordânia.

Ela foi escolhida como um dos 20 cientistas mais influentes no mundo islâmico em 2014 e ficou na 13ª posição na lista das 100 mulheres mais poderosas do mundo árabe.

Rajani e o ensino da Evolução no âmbito acadêmico

Este tópico é uma tradução livre de excertos do artigo publicado no site Nature, em abril de 2015. Para acessar a publicação completa, em inglês, clique aqui.

“Os estudantes frequentemente ficam chocados em minhas aulas. Eu uso hijab, para que eles saibam que eu sou uma muçulmana praticante, ainda que eles me ouçam endossando a Evolução como um mecanismo para explicar a diversidade e o desenvolvimento de espécies, e citando Charles Darwin como um cientista que contribuiu para a nossa compreensão do surgimento e diversificação da vida na Terra. Eu sou quase sempre o primeiro muçulmano que eles conheceram que diz tais coisas. (…)

Se um aluno aceita ou não a evolução humana, não faz diferença em como eu avalio suas provas. Como educadores, nosso objetivo é ajudar os estudantes a se tornarem pensadores independentes. (…) Caso contrário, eu estou fazendo o que as pessoas que desacreditam a evolução fazem: forçando uma opinião sobre eles.”

We Love Reading

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Criada por Dajani, a iniciativa We Love Reading tem como objetivo criar uma biblioteca em cada bairro de seu país natal, com o intuito de promover o amor pela leitura entre as crianças jordanianas.

O projeto começou em 2006, em uma mesquita onde Dajani realizava uma sessão semanal de contação de histórias para crianças de 4 a 10 anos. Desde então, já foram treinados cerca de 700 contadores de histórias – todas mulheres – e levou à criação de 300 bibliotecas em todo o país, alcançando mais de 10.000 crianças.

O modelo se espalhou para o Líbano, Turquia, Arábia Saudita, Tunísia e outros países mais distantes, como México e Uganda.


Este artigo faz parte da Série Mulheres Árabes, publicações diárias durante o mês de março, com o intuito de contribuir com a visibilidade das diferentes narrativas protagonizadas por mulheres árabes. O projeto é de autoria de Camila Ayouch, colunista do Regra dos Terços e estudante de Letras Português-Árabe na Universidade de São Paulo (USP).

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