Resenha | O Negative, de Steven McCarthy

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No banco de trás de um carro, uma jovem mulher (Alyx Melone) parece agonizar. Ao volante, um homem (Steven McCarthy) dirige determinado em encontrar abrigo. Apesar de assustado, ele parece saber o que fazer. Isso já aconteceu antes.

Em um motel à beira da estrada, ele drena seu sangue para o corpo dela. Esse relacionamento incerto, permeado por desejos intensos, aponta uma interdependência: ele não vive sem o próprio sangue, ela não vive sem o sangue alheio.

As personagens parecem estar presas em um presente perpétuo: é preciso alimentar constantemente o vício. O agora só é suficiente até deixar de ser. Cada agulha é uma injeção de vitalidade nos seus termos.

A interação verbal é sempre reveladora. O que dizer, então, quando as cartas já estão postas à mesa? Nesse sentido, a quase completa ausência de diálogo no curta-metragem é acurada.

A trilha sonora, por sua vez, é uma impossibilidade; não haveria como ser outra. Composta por Gordon Hyland e Sam McLellan, ela é capaz de tensionar ainda mais os silêncios, reforçando a atmosfera vampiresca da narrativa.

O Negative é um fragmento de compulsão e sua sede por sangue pode deixá-lo seco.

  • Ficha Técnica

Título: O Negative.

Ano: 2015.

Duração: 15 minutos.

Idioma: Inglês.

Gênero: Drama.

Classificação: 18+.

Diretor: Steven McCarthy.

Roteiro: Steven McCarthy.

Atores: Alyx Melone, Steven McCarthy and Sandra Forsell.

País: Canadá.

Cor: Cor.

 

 

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